A minha sogra sempre esteve disposta a ajudar os seus, isso sim, sempre e quando estes aceitassem viver suas vidas exatamente do jeitinho que ela tinha decidido que eles vivessem, nem que para isso fosse preciso mudar os planos feitos com seus novos companheiros. Na verdade, se você está disposto a ser um passivo herdeiro profissional pode ser uma forma cômoda de viver, mas garanto, a sensação é a de vender a alma para o diabo. As ajudas podem ser ilimitadas, desde que o pacto seja firme.
Minha cunhada mais jovem é a famosa borrachinha arrebentada, sua chegada não estava nos planos e pegou os pais já cansados dos quatro mais velhos, já meio domados, tolerantes ou talvez resignados. Ela aproveitou para fazer tudo aquilo que os irmãos não puderam fazer, inclusive engravidar prematuramente, forçando a convocação do tribunal dos Mata para decidir a condena do culpado, playboy interiorano mimado e duro na queda. Decidiu-se pela união religiosa e tudo mais, mas o botina roxa fazia alarde de sua independência, orgulhoso da própria autonomia acabou dando de frente com ela, a matriarca permanentemente vestida de boa alma. Enquanto durou a guerra fria, o rapaz só alcançou fracassos. Tentou vender, fabricar, importar, exportar e perdeu tudo, foi à falência, ficou sem dinheiro até para o supermercado. Ou seja, no pontinho para receber toda a misericórdia dos Mata. Tudo começa com as compras do supermercado, com a consequente perda do direito a escolher livremente os produtos básicos que a jovem família teria na sua despensa. Sem crédito na praça, na hora de comprar uma máquina de lavar roupa o inexperiente casal não resiste a aceitar os três chequinhos da benfeitora: “Prometo que eu pago tudo”, entoa quase sem convicção nem orgulho próprio, o já indefeso pardalzinho prestes a derrubar sobre si mesmo o peso da gaiola. Já é um caminho sem volta, a natureza operou seu milagre e voltou a soldar o cordão umbilical, de que agora pendem além do feto original, marido e três rebentos.
Recapitulando, os Mata decidiram pela união nupcial dos jovens para salvaguardar a honra da família. A falta de anos de experiencia fez que os jovens fracassassem na tentativa de serem independentes ao que os Mata reponderam com uma nova lição de vida, indo ao supermercado, onde o único gênero que não puderam comprar-lhes de volta foi a dignidade. Por muito que possam parecer parte de um inverossímil roteiro de novela barata, eles existem de verdade e seguem jogando nos dados, o destino de quem o permitir. Tudo em família e segundo os mandamentos não escritos dos Mata.
Minha cunhada mais jovem é a famosa borrachinha arrebentada, sua chegada não estava nos planos e pegou os pais já cansados dos quatro mais velhos, já meio domados, tolerantes ou talvez resignados. Ela aproveitou para fazer tudo aquilo que os irmãos não puderam fazer, inclusive engravidar prematuramente, forçando a convocação do tribunal dos Mata para decidir a condena do culpado, playboy interiorano mimado e duro na queda. Decidiu-se pela união religiosa e tudo mais, mas o botina roxa fazia alarde de sua independência, orgulhoso da própria autonomia acabou dando de frente com ela, a matriarca permanentemente vestida de boa alma. Enquanto durou a guerra fria, o rapaz só alcançou fracassos. Tentou vender, fabricar, importar, exportar e perdeu tudo, foi à falência, ficou sem dinheiro até para o supermercado. Ou seja, no pontinho para receber toda a misericórdia dos Mata. Tudo começa com as compras do supermercado, com a consequente perda do direito a escolher livremente os produtos básicos que a jovem família teria na sua despensa. Sem crédito na praça, na hora de comprar uma máquina de lavar roupa o inexperiente casal não resiste a aceitar os três chequinhos da benfeitora: “Prometo que eu pago tudo”, entoa quase sem convicção nem orgulho próprio, o já indefeso pardalzinho prestes a derrubar sobre si mesmo o peso da gaiola. Já é um caminho sem volta, a natureza operou seu milagre e voltou a soldar o cordão umbilical, de que agora pendem além do feto original, marido e três rebentos.
Recapitulando, os Mata decidiram pela união nupcial dos jovens para salvaguardar a honra da família. A falta de anos de experiencia fez que os jovens fracassassem na tentativa de serem independentes ao que os Mata reponderam com uma nova lição de vida, indo ao supermercado, onde o único gênero que não puderam comprar-lhes de volta foi a dignidade. Por muito que possam parecer parte de um inverossímil roteiro de novela barata, eles existem de verdade e seguem jogando nos dados, o destino de quem o permitir. Tudo em família e segundo os mandamentos não escritos dos Mata.
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