viernes, 6 de marzo de 2009

Entrando para a família

Confesso minha escassa habilidade para lidar com as relações familiares e reconhecendo minhas carências na matéria, procurei sempre vestir meu melhor sorriso na hora de comparecer às reuniões da familia Mata, fosse o motivo um nascimento, uma morte ou algo menos espetacular.

Num dos primeiros passeios pela praça da cidade, mãozinha dada, demos de frente com uns primos distantes ou algo assim, que me olharam de cima em baixo, antes de fazer-me as tradicionais perguntas: O que faz? De que família é? Confesso que para um paulistano, convicto desconhecedor de vizinhos, aquela abordagem causou um forte impacto. Mas que diabos, apaixonado, albergava certa euforia pela nova sensação de, finalmente, pertencer a um clã e já estava pronto para dissuadir a mim mesmo da que fora a minha única verdade sobre a família até então - um amontoado de relações, forçadas pelos laços de sangue, fruto da conveniência e da pouca possibilidade de escolha.

Respondi às perguntas daqueles senhores com a maior cordialidade que me foi possível e seguimos nosso passeio, eu, disposto e satisfeito por ser recebido pelo meu novo grupo, a família Mata.

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